O Governo da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) divulgaram, nesta sexta-feira (24), uma nota conjunta manifestando preocupação com as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo as entidades, as medidas terão impacto direto sobre importantes setores da economia baiana e podem comprometer exportações, empregos e investimentos no estado.
De acordo com a nota, a primeira medida estabelece uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, em vigor desde o dia 22 de julho de 2026. Já na quinta-feira (23), o governo norte-americano anunciou uma nova tarifa de 12,5% dentro de um pacote global voltado a cerca de 60 parceiros comerciais. Para o Governo da Bahia e a FIEB, as duas medidas ampliam as dificuldades enfrentadas pela indústria exportadora.
Segundo dados apresentados na nota, aproximadamente US$ 273,1 milhões das exportações baianas para os Estados Unidos permanecem sujeitos às novas tarifas, o que representa cerca de 33,2% de toda a pauta exportadora da Bahia para o mercado norte-americano em 2025.
Os setores mais afetados, de acordo com o documento, são os de papel e celulose, borracha e plásticos, produtos químicos, além da cadeia de calçados e couro, considerada uma importante geradora de empregos no interior do estado.
Apoio às negociações
Na nota conjunta, o Governo da Bahia e a FIEB afirmam apoiar as negociações conduzidas pelo Governo Federal com os Estados Unidos e defendem que uma solução diplomática seja priorizada para reduzir os impactos das medidas comerciais.
Entre os principais pleitos apresentados estão a reinclusão da celulose solúvel na lista de produtos isentos das tarifas, a inclusão dos setores de pneumáticos, produtos químicos e petroquímicos do Polo Industrial de Camaçari nas futuras negociações e a manutenção das isenções já conquistadas por segmentos como celulose branqueada, cacau e derivados, combustíveis, café e fruticultura irrigada.
Defesa da indústria baiana
O governador Jerônimo Rodrigues e o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, afirmaram que atuarão de forma conjunta para defender a indústria baiana e minimizar os impactos das novas tarifas.
A nota também convida empresas afetadas pelas medidas a informarem os prejuízos causados sobre contratos, produção, pedidos e empregos. Segundo o Governo da Bahia e a FIEB, essas informações servirão de base para fortalecer as negociações em defesa do setor produtivo baiano.




